Tédio (VNS).
Tédio
O tédio invade-me de forma tal
Que me consigo bocejar as ideias...
Emaranhados de apatias soltas
Deslizam-se como longos cabelos
Sobre ombros resignados de nada;
Pesam-se as pálpebras tonelosas
Na ausência de movimentos
Na tela constante e imutável
Que se desenha por entre os dias...
É a castração dos sentidos,
O apagar da imaginação,
A contemplação sem objectivo ascético!
O tédio invade-me,
A indolência possui-me,
O bocejo apossa-se do meu corpo
E o grito buçal desnasce em mim!
Para todos os filhos da puta (ou Putas mesmo!) que se vendem a trabalhos castradores para pagar aos cabrões da netcabo, da luz, do gás, do talho e do padeiro! E coitados deles que têm que nos ouvir queixar todos os dias, porque pagamos 5 cêntimos a mais de cada vez que cada um dos nossos ‘intelectuais’ decide ir defecar com a convicção de quem lê Camões!
Eu já dei a minha bosta.... e vocês?
VNS
Eh, Companheira VNS!
O tédio invade-me de forma tal
Que me consigo bocejar as ideias...
Emaranhados de apatias soltas
Deslizam-se como longos cabelos
Sobre ombros resignados de nada;
Pesam-se as pálpebras tonelosas
Na ausência de movimentos
Na tela constante e imutável
Que se desenha por entre os dias...
É a castração dos sentidos,
O apagar da imaginação,
A contemplação sem objectivo ascético!
O tédio invade-me,
A indolência possui-me,
O bocejo apossa-se do meu corpo
E o grito buçal desnasce em mim!
Para todos os filhos da puta (ou Putas mesmo!) que se vendem a trabalhos castradores para pagar aos cabrões da netcabo, da luz, do gás, do talho e do padeiro! E coitados deles que têm que nos ouvir queixar todos os dias, porque pagamos 5 cêntimos a mais de cada vez que cada um dos nossos ‘intelectuais’ decide ir defecar com a convicção de quem lê Camões!
Eu já dei a minha bosta.... e vocês?
VNS
Eh, Companheira VNS!


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