"Liberdade de Expressão" (Cândido de Jesus).
A poesia religiosa do nosso Camarada Cândido de Jesus.
No caso, alusiva à tensa situação dos cartoons dinamarqueses, que tem vindo a ser progressiva e estranhamente empolada, desde a sua ocorrência, a 30 de Setembro de 2005.
Mais informação, aqui.
Ao Companheiro, com quem nos solidarizamos, o nosso agradecimento.
Liberdade de Expressão
Porque me insultam
Porque insultam o meu deus
Porque se justificam livres
Estes estranhos ateus
Fazem paz com a guerra
Da troça fazem lei na terra
E ostentam ocidentais valores
Fingindo-se superiores
Mas superiores a quem e a quê;
A Jesus, Buda ou Mahomet?
Quem são estes estranhos homens
Vilões heróis, vergonhas-glórias?
Atacam sem pejo
O que de mais sagrado vejo
Chamam-lhe liberdade de falar
E assim esquivam respeitar
O que tolerariam por certo
Tudo do que estivessem perto
Em qualquer igreja, relíquia
Templo budista, mesquita
Quem são estes selvagens de tinta
Que com outros selvagens com armas
Se digladiam na morte e na vida
Usando as minhas etéreas imagens?
E quem são os selvagens das virgens
Que ensombram a alma ao Profeta
Que só na recusa da morte
Se tornou então um asceta?
Meu Deus, ó Todo, Eloim, Alá
São todos filhos do demo,
Uns com bombas nos bolsos
Outros usando caderno.
Arderemos todos nas chamas
Dos seus próprios infernos.
Ao raio que os parta, miséria
O fim raia a trote, mais perto.
Cândido de Jesus
Eh, Camarada Cândido!
No caso, alusiva à tensa situação dos cartoons dinamarqueses, que tem vindo a ser progressiva e estranhamente empolada, desde a sua ocorrência, a 30 de Setembro de 2005.
Mais informação, aqui.
Ao Companheiro, com quem nos solidarizamos, o nosso agradecimento.
Liberdade de Expressão
Porque me insultam
Porque insultam o meu deus
Porque se justificam livres
Estes estranhos ateus
Fazem paz com a guerra
Da troça fazem lei na terra
E ostentam ocidentais valores
Fingindo-se superiores
Mas superiores a quem e a quê;
A Jesus, Buda ou Mahomet?
Quem são estes estranhos homens
Vilões heróis, vergonhas-glórias?
Atacam sem pejo
O que de mais sagrado vejo
Chamam-lhe liberdade de falar
E assim esquivam respeitar
O que tolerariam por certo
Tudo do que estivessem perto
Em qualquer igreja, relíquia
Templo budista, mesquita
Quem são estes selvagens de tinta
Que com outros selvagens com armas
Se digladiam na morte e na vida
Usando as minhas etéreas imagens?
E quem são os selvagens das virgens
Que ensombram a alma ao Profeta
Que só na recusa da morte
Se tornou então um asceta?
Meu Deus, ó Todo, Eloim, Alá
São todos filhos do demo,
Uns com bombas nos bolsos
Outros usando caderno.
Arderemos todos nas chamas
Dos seus próprios infernos.
Ao raio que os parta, miséria
O fim raia a trote, mais perto.
Cândido de Jesus
Eh, Camarada Cândido!


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