Alma portuguesa.
Proibiram-nos da religião, porque não era científica. Demasiado apaixonada, terra fértil à ilusão.
Mas também não nos querem científicos, porque nos enchem de calhamaços, muros ao pensamento, chumaços; torrentes de palavras caras que não nos ajudam a pensar. Quanto mais conjecturar, imaginar, criar.
Depois proibiram-nos de ser pobres, com cartões de crédito enormes, para de tudo comprar. E proibiram-nos de ser ricos, porque o juro é deles o fiel amigo e no fim há que tudo pagar.
Proibiram-nos de orgulhar, um passado que fosse, de recordar, porque isso era invenção do fascismo (como se do tempo fosse o relógio antigo!) e ser revolucionário era o que estava a dar.
Depois, proibiram-nos de lutar, por melhor mundo acreditar, porque são os políticos-bandidos, malgrado os seus diminutos defeitos que fazem o país andar.
Foda-se, estamos tão fartos...
Tão fartos de aqui pairar, à deriva sem costa a que acostar, presos pelo fio da bandeira, que não pára de gritar.
Foda-se, estamos tão fartos...
Tão fartos de não nos podermos libertar, da merda desta liberdade de brincar, sem valores em que acreditar, sem novos mundos por achar.
Vou assinar esta porra em nome de El Rei Afonso Primeiro
Pode ser que alguém vença o nevoeiro (outra vez o nevoeiro...)
Ou pode ser que seja eu timoneiro, em vez de mais um paneleiro, neste país de putas sem amor.
Viva a República.
Viva Portugal.
Mas também não nos querem científicos, porque nos enchem de calhamaços, muros ao pensamento, chumaços; torrentes de palavras caras que não nos ajudam a pensar. Quanto mais conjecturar, imaginar, criar.
Depois proibiram-nos de ser pobres, com cartões de crédito enormes, para de tudo comprar. E proibiram-nos de ser ricos, porque o juro é deles o fiel amigo e no fim há que tudo pagar.
Proibiram-nos de orgulhar, um passado que fosse, de recordar, porque isso era invenção do fascismo (como se do tempo fosse o relógio antigo!) e ser revolucionário era o que estava a dar.
Depois, proibiram-nos de lutar, por melhor mundo acreditar, porque são os políticos-bandidos, malgrado os seus diminutos defeitos que fazem o país andar.
Foda-se, estamos tão fartos...
Tão fartos de aqui pairar, à deriva sem costa a que acostar, presos pelo fio da bandeira, que não pára de gritar.
Foda-se, estamos tão fartos...
Tão fartos de não nos podermos libertar, da merda desta liberdade de brincar, sem valores em que acreditar, sem novos mundos por achar.
Vou assinar esta porra em nome de El Rei Afonso Primeiro
Pode ser que alguém vença o nevoeiro (outra vez o nevoeiro...)
Ou pode ser que seja eu timoneiro, em vez de mais um paneleiro, neste país de putas sem amor.
Viva a República.
Viva Portugal.


2 Comments:
Safa...(gostei do putas sem amor)
sagaz... mas também há putas que amam! e como as mulheres santas não sabem que podem vir a amar!
Somos todos as piores putas de nós mesmos!
Um abraço, companheiro!
Enviar um comentário
<< Home