Companheiro. Companheira. Participa!

Envia-nos obra, perdida nos recônditos cantos do teu
cérebro, computador ou gavetas para
aqui .

Bem vindos Camaradas! Estatutos do CP.



Companheiras, Companheiros;
Criatividade é cidadania!


Em destaque no CP:
NADA

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Cidadania – Filosofia – Literatura – Ciência – Arte
Humor – Religião – Crítica Social – Comentário Pessoal


Índice do CP. Procurar no Camarada Patrão.

Atraso (dos que disseram que não na sórdida eleição).

Estar tão farto de tanto atraso
Mental, circular, outro
Cada um pensa o que lhe apetece
Grosseiro, desrespeitoso, apressado

Nada gera, nada agradece
Todos filhos das sombras
A quem o sol nem aquece
Nem a tumba adormece
Nem o vento esmorece

Já não quero ser humano
Hominídio povoado
Germe da selva, urbano

Quero ser um bocado de trapo
De outra espécie, malfadado
Noutro tempo, noutra frente

Abortem-me, como à missão
Por ver tanta estupidez
Tanto gigante anão.


Cândido de Jesus

Domingo, Maio 21, 2006

Cidadania – Filosofia – Literatura – Ciência – Arte
Humor – Religião – Crítica Social – Comentário Pessoal


Índice do CP. Procurar no Camarada Patrão.

Pouco mais p'ra dizer.

Pouco mais p'ra dizer;

Poderia parecer que a civilização ocidental é uma miríade de relações em evolução; um sistema sociológico de estonteante complexidade, irreversível a uma descrição minimalista.

Poderá sê-lo se, para tanto, inspeccionarmos a realidade dos eventos humanos, sob a égide do capitalismo tecnológico - pois nada mais somos que isso - mediante lente epistémica de ampliação maior; olhando o mundo microscópico das relações tricotadas por tão fabris formiguinhas.

Mas ninguém faz isso no dia a dia e tudo é localmente redimível a umas poucas enunciações.

O que é a realidade humana portuguesa no século XXI hoje ou quando muito ontem?

Uns milhares de gajas a constituir uma bandeira de um país remoto que apenas se unifica por causa da merda do futebol e entope a auto-estrada para o efeito.

Mais um centro comercial - havia poucos em Lisboa - por baixo do Campo Pequeno; vamos lá tourear os consumidores desta vez.

Um tipo de credibilidade científica duvidosa que escreveu um romance, que toda a gente insiste espelhar a verdade mitológica da igreja católica, e põe ao barulho um génio que sabia pintar, dando no fim mais um filminho de aventuras; ok, vamos papar.

Um promotor geral da república que com aquela carinha de ratinho inofensivo associa a inépcia a uma certa falta de escrúpulos e que ninguém percebe porque é que ainda não foi saneado.

Um presidente da república que já parece o quadro que irá ter pintado junto daqueles erigidos aos seus antecessores, tal é o imobilismo dessa sua pose messianicamente nula. Devia ser despedido; o país em plena crise - a pior fase; a da aceitação silente da desgraça vindoura (que já é bem vinda) e o idiota não faz nem diz nada. Claro que a dificuldade lógica do problema é a de que teríamos de despedir o povo que o elegeu.

As habituais alarvidades dos gajos das notícias, sempre à procura de qualquer coisa quente para servir nos pratos criticamente frios e sonolentos da audiência nacional e o remoto eco de algumas dessas tiradas (verdadeiras ou não, que interessa isso no circo da informação?): Gripe das aves?! Terrorismo?! Crise iraniana?! Durão Barros; processo europeu?! Aborto: sim ou não?!; aaaahhh, temos sono…

Pouco mais p'ra dizer.
Pouco mais p'ra dizer.

Mesmo assim o Camarada - numa fase claramente negra (voltámos ao layout anterior) é visitado por um conjunto de almas.

Que quererão?
Voltem para os vosso recônditos cantos do cérebro.
Adormeçam indolentes nas gavetas vazias da criatividade.

Mumifique-se a apatia. Pode ser que um grupo de arqueólogos vindouros nos encontrem bem conservados no futuro longínquo.

Parecemos todos fantasmas.
Que diabo, aqui não há mais nada!

Não nos visitem mais.
Adeus.


Fim de mensagem
Camarada Out!

Não, não…
Voltem.

Voltem e leiam a magnífica contribuíção da companheira VNS (em post já seguir).

Gratos pela vossa preferência
Com os melhores cumprimentos
Recomendamo-nos a Vossas Excelências

O Camarada Patrão.

Tédio (VNS).

Tédio

O tédio invade-me de forma tal
Que me consigo bocejar as ideias...
Emaranhados de apatias soltas
Deslizam-se como longos cabelos
Sobre ombros resignados de nada;
Pesam-se as pálpebras tonelosas
Na ausência de movimentos
Na tela constante e imutável
Que se desenha por entre os dias...
É a castração dos sentidos,
O apagar da imaginação,
A contemplação sem objectivo ascético!
O tédio invade-me,
A indolência possui-me,
O bocejo apossa-se do meu corpo
E o grito buçal desnasce em mim!


Para todos os filhos da puta (ou Putas mesmo!) que se vendem a trabalhos castradores para pagar aos cabrões da netcabo, da luz, do gás, do talho e do padeiro! E coitados deles que têm que nos ouvir queixar todos os dias, porque pagamos 5 cêntimos a mais de cada vez que cada um dos nossos ‘intelectuais’ decide ir defecar com a convicção de quem lê Camões!


Eu já dei a minha bosta.... e vocês?

VNS

Eh, Companheira VNS!

Quinta-feira, Maio 04, 2006

Cidadania – Filosofia – Literatura – Ciência – Arte
Humor – Religião – Crítica Social – Comentário Pessoal


Índice do CP. Procurar no Camarada Patrão.

O Sermão de São Camarada Patrão aos peixinhos da Internet (os que ainda nos visitam) - Arrepende-te irmão, irmã.

GAP, FALHA, INTERVALO; AUSÊNCIA.

OsFO+I WHP0FGUWE'F8'UIFDÇSPÇSJKP
fkfgeg08efjeçfºfk+«ik0gr«+e´tgkºefke+'
VJDFJKVIODSNVEMNVSFVP'SEJKV
Kgjeipgegmºçºegv+'0jv vegmepp0eu0ugjegm,-vbhkpcobi
XV KXGHVIUSDHFVES28hu280'0r2.pd90b'edugou
Fouw9fyw+ijgoiej0eu>>>>>>>>>>>>>////////////////////
Bdfvrovkbpemve.''''''''''5986033'
Eerwdldwdkçç.fg v iufvhiwfc9w dvhesfcgwscbk
Sfgy9w7fy9woº

Voltámos.
Reticentes, renitentes e um pouco incontinentes.
Assim é.

Nos dias que correm no solarengo bocado fatiado e esventrado de país a que chamamos Portugal,

Assim é;
Voltámos.

O universo humano vai tão mal que nem dá para dizer o quão mal vai.

Ele é Iraque, ele é a puta desta crise, etc.
Por isso retomamos a tónica da esperança.
O que somos, como somos, ao que vimos.
Este vai ser portanto um texto religioso.
Um sermão.
E porque não?

Sermão de São Camarada Patrão aos peixinhos da Internet

Irmãos e irmãs
O que somos?
Ao que vimos?
O que nos trucida a alma e tolda a visão?
Em que é que passamos os nossos verões e invernos?
Em eterna labuta pela vida, mas sem saber o que valemos em nossa existência e para a dos outros.

Tu, que cobras 55 cêntimos por um café
Arrepende-te, irmão
Baixa o preço da divina bica
Pois tudo é Deus
Desde o grão da café à mais distante supernova

Tu, que usuras no imposto do tabaco
Arrepende-te irmão
Pois dos cigarros mais aspirados
Também saem ideias santas
De como destruir cancros e outras coisas nojentas

Tu, que cobras vinte euros por um cd
E persegues na internet quem tem IP
Arrepende-te irmão
A música é a sinfonia da vida
E o download (i)legal a fraternal maresia
Que a todos veleja, certa
Em direcção ao teu artístico concerto, um dia

Tu que aumentas a gasolina
E com isso o preço do suco das tetas da vaca
E das mais reles vinhas
Para não falar no pão
Na manteiga, na carne e na fruta
Arrepende-te, irmão
Vai enganar a cabra vazia
Que te deu à luz com valentia
Por não valeres um caralho
Com essa especulação sombria
Arrepende-te, irmão

Idem, para os irmãos das telecomunicações
E das TVs por cabo, filhos da puta, cabrões
Que cobram o couro e o cabelo
Por conteúdos de rabo
Sem não antes, com zelo
Deixarem crescer o apego
Dos telespectadores, seus escravos

E ainda para os gajos da luz
Com seus cérebros cheios de pús
Por ainda não terem percebido
Que quanto mais chulam o zé povinho
Mais acabam com o azevinho
Com que ornamentam
A coroa de espinhos
Que lá dos seus lugares de bandidos
Aplicam aos milhões de pobres de cristo
Com que calculam a margenzinha de lucro
E outros parâmetros fodidos

Tu, que prometes reformas
E dizes que este país assomas
Com a tua brisa celestial
À laia de herói nacional
Brincando aos políticos com tusa
Mas sendo tão impotente como a própria alma lusa
Arrepende-te irmão
Pára de enganar os profetas
E todos os outros ascetas
Pára de atirar esperança
No peso inerte na balança
E fala com os bancos, seguradoras e outras pestes
Ensina-lhes a refrear os apetites
E que há um Portugal melhor
Para quem queira ser mesmo livre
Úni-vos face à crise das crises

E caguemos no Presidente
Porque é dos que não empurra, nem faz frente
Simplesmente não está
Previsível espécie
De político, acéfalo, ausente

A parábola

No outro dia saiu um CD
Para miúdos, parecia, bem se vê
Com perguntas e respostas sobre o 25 de Abril
Vinha com um jornal qualquer
Seis euros e dez
Disse-me o homem da papelaria
Todo contente

Mas o que é esta merda?
É isto é que é ser português?
A porra do CD devia ser de borla
Ensinar devia ser o ariete do presente
Ensinar cidadania e história
História recente
Ensinar gente a ser gente

E não encher o bandulho
Usando memórias, cravos e outras vãs glórias

E vós, artistas da merda
Pintores, cantores e poetas
Flácidos actores de telenovelas
Intelectuais e pensadores da treta

Comentadores menstruais e analistas com cheta
Arrependei-vos
Pelo vosso silêncio de oiro
Como espiga podre de um tesoiro
Feito de curvas de barrigas
Por dietas milionárias despidas
Tudo é aparência, tudo é ilusão
Sem um mínimo de apego à vida
Sem um mínimo de revolução

Sem uma única ideia sentida
Fagulhita de criatividade
União, opinião reinvindicativa
Para que serve a arte então?
Deve ser para bater uma punheta
Sem utilizar a mão
Arrependei-vos, irmãos

E para finalizar,
uma palavrinha lá para a domus…

Tu, que pões os cornos mentalmente
A quem tens lá em casa, certamente
Com flirts e convites ausentes
Ao colega de trabalho, à colega ali à frente
Arrepende-te irmão, irmã
Ou despachas quem dizes que amas
Ou amas a quem cobres na cama

E fazes filhos imparável
Com quem não depois não estás
Deixa-te de patifarias inocentes
De quem ia comer um pastelinho de nata
E acaba a digerir a feijoada

Arrepende-te irmão, irmã.

Amén!

Poesia de intervenção.

Isto é poesia de intervenção
Pois é, pois é.
É poesia de intervenção.
Pois é, pois é.

É poesia de intervenção.

Eh, Camarada Patrão!


Aqui, antes não estava nada.
E, agora,
Continua a não estar.

Domingo, Fevereiro 26, 2006

Cidadania – Filosofia – Literatura – Ciência – Arte
Humor – Religião – Crítica Social – Comentário Pessoal


Índice do CP. Procurar no Camarada Patrão.

Mistério da Fátima – Análise problemática (JB).

Neste momento de crise virulenta no CP, em que apenas contribuição vinda do exterior nos poderá salvar a pele e a alma, aqui está honrosa missiva do Camarada JB - a quem de resto agradecemos e saudamos - sobre temática "fatimiana"; bem a propósito do que é (ou não é) ser hoje português.

Mistério da Fátima – Análise problemática

Mistérios… O mistério de Fátima e a nossa misteriosa Fátima Felgueiras têm afinal algo em comum. No primeiro, existiu a aparição da virgem aos pastorinhos. No outro, a desaparição da autarca aos contribuintes. A meu ver, a relação é nítida… talvez por isso a comandante de Felgueiras queira ir ao Santuário, com pompa e circunstancia, para agradecer tudo o que a mão divina tem feito por ela. Faz sentido, e os contribuintes pagam a deslocação…
Abençoadas verbas públicas!…

Alguém que vai de férias para o Brasil, em autêntica esquiva à comprovada rigidez da justiça Portuguesa e que, como se não bastasse, continua a ter o seu vencimento depositado na conta é algo a que nunca me conseguirei resignar… Estarei a ser injusto?... Talvez, mas convenhamos que para o comum dos mortais, nem os milagres de Fátima seriam capazes de tanto… Como contribuinte, fico pouco feliz…

Aqui vos confesso a espécie que me causam todas estas questões “azuladas”, bem como a passividade de alguns cidadãos face ao tema … no entanto e parafraseando Kant “o povo deve ser livre de escolher o seu destino”, e assim o foi. A esmagadora vitória da ex-professora de Português da escola secundária de Felgueiras deixou alguns de nós, nos quais me incluo, em absoluto estado de choque.

Permitam-me a reflexão…
Poderá o povo ter nela a imagem do lendário Robin dos bosques?...Sim, o tal que tirava aos ricos… De qualquer forma, há por aqui uma inversão, não vos parece? Agora tira aos pobres… que como agradecimento a elegem para Xerife. Pobre Robin…Que desactualizados estão os seus nobres ideais… Mas eram outros tempos…

Certo e sabido é que a senhora auferiu mensalmente 3449 € que o estado Português, generosamente, lhe depositou na conta. Digam-me, senhores governantes… se ao invés de pagar o meu IRS, fugir com o dinheiro para o Brasil, posso ao menos candidatar-me a uma simbólica ajuda de custo, ou é privilégio exclusivo daqueles que de alguma forma já colaboraram com a vossa classe? Será que o próprio Bin Laden tem uma avença mensal para despesas de fuga à justiça? Sim, todos sabemos que em tempos idos já colaborou com os norte-americanos …Não é impossível…

Voltando ao tema: conforme referi, esteve nas mãos do Zé povinho a hipótese de retaliação da autarca …Não votar em alguém cuja justiça constituiu arguido seria, na minha modesta opinião, o mínimo que deveriam ter feito… ou estarei a ser excessivamente zeloso?...
Caríssimos e insubstituíveis leitores, creiam-me, temos aquilo que merecemos não só neste como noutros casos por demais conhecidos, aos quais reservarei alguma das minhas próximas “análises”.

E que pensar, ao sabermos que chegou a colocar-se a hipótese da arguida governar o seu povo da prisão preventiva onde esteve em vias de ser hospedada?
Meus amigos… que País é este?... Quantos mais processos judiciais os candidatos têm, mais votos obtêm nas eleições… Se o Carlos Silvino se candidatar a um qualquer cargo de governo, corremos o risco de o ver eleito… e com esmagadora maioria. Não digam que não avisei…

Lembra-me Al Capone. Como todos sabemos, a justiça Americana foi insuficiente para o deter. Mesmo com todo o seu curriculum criminal, só a fuga ao fisco o conseguiu levar ao calabouço. Sigam o exemplo, senhores governantes. Fiquem à espera que a senhora pise um traço contínuo ou estacione em cima de um passeio… e aí terão motivo para a detenção mas, por favor, façam algo que nos permita ter um pouco de fé na vossa capacidade de justiça. Compreendam… Já vamos estando fartos…

JB
In A Era dos Porquês!

Sim, Companheiro...
Já vamos estando fartos de tanta merda.
Eh, Camaradas da fartura...!
Eh, Camarada JB!

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Cidadania – Filosofia – Literatura – Ciência – Arte
Humor – Religião – Crítica Social – Comentário Pessoal


Índice do CP. Procurar no Camarada Patrão.

(Mais!) vôos do Companheiro JL.

É extraordinário!
É memorável!
É do cacete!

Após saudosa ausência, o Companheiro JL;
VOLTOU!

Companheiro que os bons olhos da cidadania o vejam.

Ainda celebrando o transacto ano de actividade do Camarada Patrão e esperando que o passarinho da liberdade não transporte consigo maleita outra que o vírus da intervenção, eis pois apreciado cartão, aqui recebido com indizível prazer.

Mais Companheiro;
Mais.
Exigimos mais!

Agradecendo o desenho;



Eh, Camaradas passarinhos!

"Liberdade de Expressão" (Cândido de Jesus).

A poesia religiosa do nosso Camarada Cândido de Jesus.
No caso, alusiva à tensa situação dos cartoons dinamarqueses, que tem vindo a ser progressiva e estranhamente empolada, desde a sua ocorrência, a 30 de Setembro de 2005.

Mais informação, aqui.

Ao Companheiro, com quem nos solidarizamos, o nosso agradecimento.

Liberdade de Expressão

Porque me insultam
Porque insultam o meu deus
Porque se justificam livres
Estes estranhos ateus

Fazem paz com a guerra
Da troça fazem lei na terra
E ostentam ocidentais valores
Fingindo-se superiores

Mas superiores a quem e a quê;
A Jesus, Buda ou Mahomet?
Quem são estes estranhos homens
Vilões heróis, vergonhas-glórias?

Atacam sem pejo
O que de mais sagrado vejo
Chamam-lhe liberdade de falar
E assim esquivam respeitar

O que tolerariam por certo
Tudo do que estivessem perto
Em qualquer igreja, relíquia
Templo budista, mesquita

Quem são estes selvagens de tinta
Que com outros selvagens com armas
Se digladiam na morte e na vida
Usando as minhas etéreas imagens?

E quem são os selvagens das virgens
Que ensombram a alma ao Profeta
Que só na recusa da morte
Se tornou então um asceta?

Meu Deus, ó Todo, Eloim, Alá
São todos filhos do demo,
Uns com bombas nos bolsos
Outros usando caderno.

Arderemos todos nas chamas
Dos seus próprios infernos.
Ao raio que os parta, miséria
O fim raia a trote, mais perto.

Cândido de Jesus

Eh, Camarada Cândido!

Educação sexual – Análise problemática (JB).

Pautando-se pela habitual excelência e argúcia, mais uma análise problemática da lavra do nosso Camarada JB;

Gratos, Companheiro.

Educação sexual – Análise problemática

Soube, com grata satisfação, que a educação sexual vai passar a ter a seriedade que merece nas escolas Portuguesas. De facto, de tão séria se tornar, a própria ministra da educação admite a hipótese de, sempre no âmbito da referida educação, virem a ser distribuídos gratuitamente preservativos aos alunos. Viva a cultura!

Se ocasionalmente os jovens podem passar ao acto primordial, ao menos que estejam protegidos… o que faz todo o sentido. Aliás, se a medida pega, o governo é obrigado a gastar uma fortuna nas prisões e nos conventos onde ocasionalmente tudo pode acontecer… mas adiante…

Está igualmente anunciada a formação dos professores, com vista à resposta das novas solicitações do ensino. Deixem-me imaginar… Conferências intermináveis com diapositivos e insufláveis?... Técnicos estrangeiros em “lingerie”… Objectos alusivos?... Por certo, dependerá do orçamento do ministério, mas acreditem, caros leitores, que brevemente será uma realidade. Viva a cultura!...

Segundo consta, a ideia base é diluir o tema pelas várias disciplinas. Conseguem imaginar? Ao invés do nosso glorioso Camões, começará a ser lido o “Kamasutra” em tom épico… Ao invés das complicadas equações matemáticas, as acessíveis sessenta e tal posições… Ao invés de um confuso “Kant”, a lenda da fertilidade nas Caldas da Rainha… Substituir as rectas do maciço central pelas curvas de nível da professora de geografia… Trocar a corrida de aquecimento da aula de ginástica por… sei lá o quê!...
De qualquer forma, estou de acordo. Viva a cultura!

Também me apraz saber que serão criados gabinetes de apoio, com vista à elucidação das inúmeras e compreensíveis dúvidas dos estudantes. Onde, como, quando, porquê… tudo terá resposta nestes gabinetes especializados.

As famosas perguntas do tipo”espirrei perto da minha namorada. Estará grávida?” ou “o sexo nasal provoca borbulhas?” vão finalmente ter profissionais à altura das respostas, e sempre prontos a distribuir os gratuitos preservativos. Pena o meu tempo de estudante não ter sido brindado com tantas facilidades. Se na escola de Padres que frequentei descobrissem um qualquer vestígio de intenção sexual, uma semana a pão e água nas masmorras seria o mínimo para o demoníaco infractor da boa moral, bem como o óbvio açoitamento em praça pública… mas eram outros tempos. Actualmente, viva a cultura!

E os trabalhos de casa, responsáveis por horas de aborrecimento enfadonho? Coisa absolutamente desumana e horrível, embora actualmente, calculo, se tenham convertido numa tarefa bastante mais suportável:

“Onde está o meu filho?”, pergunta o Pai… “a fazer o trabalho de casa com a colega”, responde naturalmente a mãe. E eis que entra o filho, já com o preservativo gratuito colocado e pergunta” posso deixar a perna esquerda por cima, Pai?”… “Claro que não, filho… as duas apoiadas e segura-a pela cintura”. O filho agradece e volta para o quarto. Nada como o apoio paternal. Viva a cultura!

A diferença entre os trabalhos de grupo e as orgias romanas será, com o evoluir da situação, pouco expressiva. Os professores exemplificam na aula e os alunos desenvolvem em casa, com vista a uma apresentação no final do ano lectivo. Os melhores terão ainda a cobiçada hipótese de participar num torneio inter-escolas. Como se compreende, será uma boa forma de trocar fluidos… de conhecimento.

Segundo os pedagogos, a hipótese de reprovarem o ano será assim minimizada, mantendo-se firme o ego do estudante, tão necessário ao resto da sua vida activa.
E, claro está, a Arte não será desprezada. A encenação, entre outros, dos clássicos do Marquês de Sade poderá vir a ser tema obrigatório nos teatros dos Liceus.
Quem sabe se, com tantos conhecimentos adquiridos, não serão os porteiros das escolas de Belém, dentro de quinze anos, a apresentar queixa dos alunos… por excesso de cultura. Não digam que não avisei.

De qualquer forma, aqui fica o meu voto a favor e, uma vez mais, viva a cultura!…

JB

(In a Era dos Porquês)

Mais informação aqui, assim como a posição da Associação para o Planeamento da Família.


Viva a Educação sexual, cívica e de cidadania;
Já não era sem tempo, caramba!

Eh, Camaradas adolescentes portugueses que precisam (muito) de formação sexual!

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

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"Vinte e seis crimes de corrupção" (Tomás de Arriaga).

O Camarada Patrão deseja dedicar a todos os autarcas portugueses, acusados de crimes de corrupção, o poema do nosso Companheiro de armas Tomás de Arriaga, que aqui inaugura nova rubrica; a da poesia de intervenção.

Ao companheiro o nosso agradecimento e respeito.


Vinte e seis crimes de corrupção

Vinte e seis crimes de corrupção
Vinte e seis pecados à Nação
Todos os inimigos da República
No próprio mijo afogarão;

Cálice, fel, impura
Por tudo o que não são
Pelo mal que nos fizeram
Ossos filhos de um cabrão

Raspem-lhes aquelas gargantas fundas
Dos seus ascos ares de camaleão
Com que se escondem na bruma odiosa
Como o mais vil abjecto ladrão

Enfiem-nos numa jaula distante
Debaixo de terra sufocante
Expiando os crimes horrorosos
Com que traíram tanta gente

Grandes filhos duma puta
De perna aberta e sem dentes
Deitaram ao mundo tais abortos
Com tanto feto inocente

Queira deus que no seu reino
Não haja bondade suficiente
Para perdoar tanta atrocidade
Tanta insanidade doente

E queira deus que o diabo
Esteja ali p'ra resgatar
Estes putéfiozinhos de merda
Que nos andaram a enganar

E do povinho, estúpido, ignorante
Que miserável, sem pensar
Votou nestes cabrões de merda
Deviam das penas partilhar

A honra faltou-lhes entre as pernas
A vergonha não chegou a falar
Cambada reles de hienas
Tão fáceis de agradar

Vinte e seis crimes de corrupção
Vinte e seis pecados à Nação
Todos os inimigos da República
No próprio mijo afogarão!

Tomás de Arriaga

Mais informação sobre este (estranho!?...) estado de coisas:

Aqui

Aqui

Aqui

Aqui

Eh, Camarada Arriaga!
Com Força e Alma; nestes filhos da puta!

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Cidadania – Filosofia – Literatura – Ciência – Arte
Humor – Religião – Crítica Social – Comentário Pessoal


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Camarada Bot.

Só, Camarada...?
Desejas praticar o teu inglês?
Então toma lá:

O expoente máximo da inteligência artificial no Camarada Patrão (arre, que é burro!);
Apresentando o

Camarada Bot

Um chatterbot para aquelas horinhas difíceis.
Escreve a tua pergunta, carrega no enter e o Camarada Bot responderá.

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Mais alguns chatterbots célebres:
Cybelle
John Lennon Artificial Intelligence Project

E ainda uma página dedicada a estes amiguinhos tão peculiares;
The Simon Laven Page

Eh, Camaradas da IA!
Puta que vos pariu a todos com as vossas farsas enlouquecidas!

Procurar no Camarada Patrão
Esgalhado em camaradagem por FreeFind e Camarada Patrão

No Camarada Patrão No (pouco) que resta da Internet